FICHAMENTO
DO TEXTO: ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NO CONTEXTO ESCOLAR: MANIPULAÇÃO, NÃO,
CONTRIBUIÇÃO, SIM
POR: MARIA INÊS SANTANA DE
OLIVEIRA
TIPO DO TEXTO FICHADO: ARTIGO CIENTÍFICO
ASSUNTO/TEMA: PSICOPEDAGOGIA
ESCOLAR
REFERÊNCIA: PNTES, Idalina
Amélia Mota. Atuação psicopedagógica no contexto escolar: manipulação, não,
contribuição, sim. Disponível em:
http://www.ejardins.com.br/pluginfile.php/2106/mod_resource/content/1/II%20AULA%20A%20Interven%C3%A7%C3%A3o%20do%20Psicopedagogo%20do%20Ambiente%20Escolar.pdf
acesso em 12/01/2017, às 12:56h.
RESUMO:
O texto discorre sobre a importância da atuação
preventiva do psicopedagogo no contexto escolar para o processo de
aprendizagem, considerando os aspectos do desenvolvimento do aprendente. Além
disso, há que se considerar também como ele constrói seu saber; como se dão as
relações interpessoais no contexto escolar; bem como as relações desse
aprendente com a instituição e com os conteúdos adquiridos; e, como tudo isso
se relaciona aos seus aspectos afetivos e cognitivos.
Para justificar e favorecer o fazer psicopedagógico de
caráter preventivo de que trata a autora, ela aponta como primordial o
levantamento diagnóstico da instituição escolar, no qual, “é essencial que se
considere [sic] as relações entre produção escolar e as oportunidades reais que
a sociedade dá às diversas classes sociais” (p. 2). O trabalho do
psicopedagogo, neste contexto, não se restringe à solução dos problemas de
aprendizagem, mas deve haver uma abertura, uma expansão do olhar do
profissional a todas as questões que envolvem o processo ensino-aprendizagem,
de forma intrínseca e extrínseca ao ambiente escolar, do qual devem participar
todos os envolvidos.
A autora enfatiza a atuação psicopedagógica como
“contribuição com a escola na missão de resgate do prazer no ato de aprender e
da aprendizagem nas situações prazerosas” (p. 2). E atenta para as mudanças que
ocorrem atualmemte nas propostas educacionais, as quais já consideram os
aspectos sociais, cotidianos, o conhecimento multifacetado e transdisciplinar.
E, por esta razão, a escola, hoje, deve promover “partilha, cooperação,
questionamento, reflexão, oportunidade do [sic] outro se colocar” (p. 3).
O texto destaca a necessidade de o psicopedagogo pautar
suas atividades, buscando relacionar o perfil da escola ao sistema atual
sociocultural e, assim, atuar no sentido de “ver o que está acontecendo com
aquela escola, por que a rede de movimento não está funcionando e, por essa
razão, as mudanças não estão ocorrendo” (p. 5).
No diagnóstico, a autora ressalta, ainda, como importante,
identificar e entender os sistemas de mitos existentes que emperram as relações
e a produção. É papel do psicopedagogo, entre outras atribuições, a
transformação de uma cultura organizacional engessada em um ambiente harmonioso
e equilibrado. Além disso, para a autora, “se a cultura tem um papel de
integração, é também um fator de diferenciação externa. Há de se identificar
(ou construir) as modalidades de integração com o meio social. Por exemplo, um
projeto pedagógico, onde [sic] os pais e a comunidade contribuam para ajudar
pessoas carentes” (p. 5).
O texto também aborda o passo seguinte ao diagnóstico: a
intervenção psicopedagógica na escola e fora dela, uma vez que “o psicopedagogo
está comprometido com qualquer modalidade de aprendizagem e de ensino e não só
a exercida na escola” (p. 6). A intervenção psicopedagógica não está mais
centrada na dificuldade de aprendizagem, mas também em qualquer contexto em que
se realiza esta aprendizagem.
A autora enfatiza, por fim, que o papel do psicopedagogo
na escola é também o de prevenção das dificuldades de aprendizagem. E quanto à
intervenção, seu papel vai para “além de realizar uma orientação educacional,
propor a intervenção no currículo, no projeto político pedagógico, na metodologia
de ensino do professor, nas formas de aprender do professor” (p. 6-7).
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