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FICHAMENTO DO TEXTO: A INTERVENÇÃO DO PSICOPEDAGOGO DO AMBIENTE ESCOLAR

POR: MARIA INÊS SANTANA DE OLIVEIRA

TIPO DO TEXTO FICHADO: ARTIGO CIENTÍFICO
ASSUNTO/TEMA: PSICOPEDAGOGIA ESCOLAR
REFERÊNCIA: LOURENÇÃO, Zenilda Bonfim. A Intervenção do psicopedagogo do ambiente escolar. Disponível em:
http://www.ejardins.com.br/pluginfile.php/2106/mod_resource/content/1/II%20AULA%20A%20Interven%C3%A7%C3%A3o%20do%20Psicopedagogo%20do%20Ambiente%20Escolar.pdf acesso em 11/01/2017 às 23:19h.

            A autora analisa, através de pesquisa bibliográfica, a importância do psicopedagogo na escola, fazendo um apanhado histórico na literatura a respeito da Psicopedagogia, desde 1946, quando do seu nascedouro na Europa, com seus objetivos iniciais até os nossos dias. Em suas pesquisas, a autora identificou como objetivos dessa matéria, naqueles tempos: “auxiliar as crianças e os adolescentes que apresentavam dificuldades de comportamento (na escola ou na família), segundo os padrões da época, no intuito de reeduca-las para o seu ambiente por meio de um comportamento psicopedagógico” (p. 1). Tal prática consistia em identificar e tratar dificuldades de aprendizagem em um modelo médico.
            Seguindo os parâmetros do modelo argentino e do europeu, a psicopedagogia brasileira tornou-se, a partir do enfoque médico-pedagógico, embora já havia ocorrido iniciativas preventivas, especialmente voltadas para relação professor-aluno, no final da década de 50, com a participação de um psicólogo e um pedagogo na ação.
            Porém, o que predominou no Brasil foi a atuação nos “problemas referentes às disfunções neurológicas ou (...) ‘Disfunção Cerebral Mínima’ (DCM)” (p.2). Assim, surgiram os cursos de Psicopedagogia como complemento da formação dos psicólogos e do educador. De lá para cá, foram se expandindo as especializações e cursos de aperfeiçoamentos nessa área, por todo o país. E, a partir dos anos 2000, passou a existir o curso de graduação em Psicopedagogia, embora ainda a profissão não tenha sido nacionalmente regulamentada.
            A autora considera esta profissão fundamental, não só para completar o ciclo de aprendizagem na interação junto aos professores e alunos, mas muito além disso: para a “compreensão do processo de aprendizagem, dentro ou fora do ambiente escolar, considerando a influência dos fatores físico, emocional, psicológico, pedagógico, social, cultural etc” (p. 2).
            O texto traz as influências de autores, como Piaget e Vygotsky que valorizaram, o primeiro, o desenvolvimento da criança, e, o segundo, o seu meio sociocultural, como fatores coadjuvantes no processo de aprendizagem. E várias outras contribuições de diversas áreas do saber foram agregando valor à Psicopedagogia. A partir de todas essas contribuições, ela vem criando seu próprio campo de investigação de saber científico.
            É possível, ainda, notar neste texto que, apesar de sua importância, o psicopedagogo não é reconhecido como merece, muitas vezes por não haver contratação do profissional nas escolas e também por, em muitos casos, haver defasagem da relação ao número de alunos. Outra questão analisada com relação ao psicopedagogo nas escolas é a existência de profissionais atendendo fora da escola, dificultando a interação junto aos professores e alunos atendidos, o que deveria ser uma atitude de olhar o aprendente como um todo.

            Aliado a esta análise, a autora critica o estilo de escola que ainda impera, no sentido de que, para ele, a escola é incoerente ao almejar preparar o educando para a vida, entretanto, “desenvolve um trabalho no interior de seus muros, distante da realidade social” (p. 3). A ausência do contato com a comunidade restringe a reflexão, pois desconsidera diversos conteúdos importantes para a formação do educando. Isso significa que a história social dos sujeitos não deve ser desconsiderada, pois, para o autor, é mais eficaz a aprendizagem daquilo que tem significado para o aprendente. E, para tanto, a expectativa da autora é de que a Psicopedagogia atue por meio de um olhar multidisciplinar em caráter preventivo, não só clínico. Neste modelo, tem-se como meta: “refletir e discutir os projetos pedagógicos-educacionais, os processos didáticos-metodológicos e a dinâmica institucional” (p. 5), que favorece uma melhora nos procedimentos em sala de aula, nas avaliações e nos planejamentos.

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